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#3287553

Leia o texto a seguir.
Ninguém
Havia um olhar sem dono flutuando entre os móveis e o lustre... Entre os quadros e o pó que uma faixa de sol alumiava. De fato, havia por ali um olhar submerso, meio entorpecido talvez por uma preciosa compaixão de tudo e nada, invisível por entre pupilas esfuziantes, diria que espumantes. Esse olhar parecia uma inseminação atávica naquela reunião de ilustres. Dominado por seu apelo vago, entrei no banheiro para lavar as mãos, não sei... Como que para selar o surto de exclusão que me acendia. Vi um corpo a se banhar atrás da cortina. “Quem é?”, escutei. Balbuciei: “Ninguém”. E fui me esgueirando para a porta de serviço.
NOLL, J.G. Mínimos, múltiplos, comuns. São Paulo: Francis, 2003, p. 32
No microconto “Ninguém” o pensamento do narrador orbita entre 

  • espumantes e esfuziantes, adjetivos mobilizados na elaboração do clima sombrio do enredo.
  • móveis e quadros, substantivos responsáveis pela imagem figurativa da solidão vivida.
  • tudo e nada, pronomes indefinidos que representam construção e diluição ao mesmo tempo.
  • dizer e entrar, verbos que exprimem o estado mental dos personagens no clímax textual.
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