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#3287347

Leia o texto a seguir.
Poucas obras tiveram tanta repercussão historiográfica quanto a de Edward Gibbon. Desde então, historiadores da Antiguidade e medievalistas discutem sobre o período que corresponde à desarticulação do Ocidente imperial e à expansão do cristianismo e do islamismo. Até meados do século XX, prevaleceu a perspectiva pessimista, identificada pelo epítome de “declínio” imperial. Em reação a tais premissas desponta o conceito de Antiguidade Tardia que, ao enfatizar a noção de “transição”, atenua o conteúdo catastrófico das análises e dispensa noções correlatas, como a das “trevas” medievais.
SILVA, P. D. O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à Idade Média. Revista Signum, 2013, v. 14, n. 1, p. 73.

Contudo, o conceito de Antiguidade Tardia recebe críticas de historiadores que apontam que, ao privilegiar as noções associadas à continuidade, esse conceito acaba diluindo

  • crenças e religiosidades.
  • espaços e temporalidades.
  • migrações e deslocamentos.
  • conflitos e particularidades.
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