Leia o fragmento a seguir, retirado do conto “A mulher que comeu o amante”, de Bernardo Élis. A questão refere-se a ele.
“De tarde, o velho estava agachado, santamente despreocupado, cochilando na porta do rancho, quando o primo deu
um pulo em cima dele, e numa mão de aloite desigual, sojigou o bruto, amarrou-lhe as mãos e peou-o. O velho abriu
os olhos inocentes e perguntou que brinquedo de cavalo que
era aquele.
─ Que nenhum brinquedo, que nada, seu cachorro! Ocê qué
me matá, mas in antes de ocê me jantá eu te armoço, porqueira. Vou te tacá ocê pras piranhas comê, viu!”
No trecho apresentado, as frases “Ocê qué me matá,
mas in antes de ocê me jantá eu te armoço, porqueira.” e “Vou te tacá ocê pras piranhas comê, viu!” são
exemplos de variação linguística. No caso, essa variação é própria de falantes que
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