A Escola e, em geral, o consenso da sociedade ainda se ressentem das heranças deixadas por uma perspectiva de estudo dos fenômenos
linguísticos cujo objeto de exploração era a língua enquanto conjunto potencial de signos, desvinculada de suas condições de uso e
centrada na palavra e na frase isoladas (ANTUNES, Irandé. Língua, Texto e Ensino: Outra Escola Possível. São Paulo: 2009, p.26). Nessa visão centrada sobre o ensino de língua portuguesa, podemos afirmar que:
I- O foco das atenções se restringia ao domínio da morfossintaxe, com ênfase no rol das classificações e de suas respectivas
nomenclaturas.
II- Os efeitos de sentido pretendidos pelos interlocutores e as finalidades comunicativas presumidas para os eventos verbais eram
prioridade no processo de ensino e aprendizagem.
III- As relações entre língua e seus contextos de uso tinham mais visibilidade, implicando em maior produção e expressão da cultura
de cada comunidade e colocando os interlocutores em interação.
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