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#2617030
Texto da Questão:

Seca histórica castiga o Nordeste


            Solos rachados, perdas na agricultura, mortes de animais e, sobretudo, a falta de água para consumo humano. Mas não durante anos seguidos. A atual estiagem já dura seis anos consecutivos e é a seca mais prolongada da história recente na região. Os reflexos já afetam não só a população rural, mas também, o cotidiano dos centros urbanos. 

            O cenário vem se agravando. De acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional das Águas (ANA), mais de 65% do território nordestino se encontrava na categoria de “seca excepcional”, em dezembro de 2016. E essa área já era 18% maior em comparação ao mês em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Entende-se por “seca excepcional” uma estiagem muito longa e grave, na qual há a perda de plantações, hortas, criações animais e vegetações, rios secam e há escassez de água nos reservatórios, córregos e poços, criando situações de emergência generalizada […] 

            Para entender a atual seca no Nordeste é preciso atentar para fatores climáticos que atuam na região. O território nordestino está em zona de clima semiárido, com baixos níveis de umidade e altas temperaturas na maior parte do ano. O regime de chuvas é irregular, o que favorece a ocorrência de longos períodos de estiagem e a quase inexistência de rios permanentes. A maior parte da precipitação concentra-se em março, abril e junho, e a média para todo ano é inferior a 800mm e em algumas áreas fica perto de 500 litros. É muito pouco. A variação na ocorrência das chuvas em nosso clima semiárido ocorre por alterações na temperatura dos oceanos, diretamente ligada à dinâmica das massas de ar […]

ELER, Guilherme. GE Atualidades. 2017, p. 156 

No enunciado “Solos rachados, perdas na agricultura, mortes de animais e, sobretudo, a falta de água para consumo humano”, identifica-se uma

  • progressão discursiva, ocasionada pela reiteração de traços contextuais na arquitetura do texto, conferindo coerência e unidade na relação adequada que se estabelece entre as partes.
  • redundância viciosa, que não traz nada de novo e contraria o princípio da progressão discursiva.
  • repetição, porque não enfatiza a ideia que quer destacar e não consegue efeito de sentido na organização dos termos.
  • enumeração caótica, uma vez que os termos são colocados sem qualquer princípio classificatório.
  • paralelismo sintático, porque apresenta construções paralelas que mantêm entre si algum tipo de simetria.
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