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#2255558

Atente ao poema abaixo e responda o que se pede:
Texto IX
Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever: joga-se os grãos na água do alguidar e as palavras na folha de papel; e depois, joga-se fora o que boiar. Certo, toda palavra boiará no papel, água congelada, por chumbo seu verbo: pois para catar esse feijão, soprar nele, e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco: o de que entre os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um grão imastigável, de quebrar dente. Certo não, quando ao catar palavras: a pedra dá à frase seu grão mais vivo: obstrui a leitura fluviante, flutual, açula a atenção, isca-a como o risco.
(João Cabral de Melo Neto).

Sobre o poema acima, é CORRETO se afirmar que:

  • A comparação do fazer poético com o ato de catar feijão leva-nos ao entendimento da meta poesia, isto é, o poema, enquanto linguagem, falando do próprio ato de se fazer, característica da função meramente mecânica e referencial da linguagem.
  • A comparação do fazer poético com o ato de catar feijão leva-nos ao entendimento da metapoesia, isto é, o poema, enquanto linguagem, falando do próprio ato de se fazer, característica da função apelativa da linguagem.
  • A comparação do fazer poético com o ato de catar feijão leva-nos ao entendimento da metapoesia, isto é, o poema, enquanto linguagem, falando do próprio ato de se fazer, característica da função metalinguística da linguagem.
  • A comparação do fazer poético com o ato de catar feijão leva-nos ao entendimento da metapoesia, isto é, o poema, enquanto linguagem, falando do próprio ato de se fazer, característica da função fática da linguagem.
  • Não se registra, no poema em análise, nenhuma função da linguagem.
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