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Os pulmões são estruturas elásticas que colapsam, por causa da sua elasticidade, e expelem o ar. Além disso, os pulmões não estão presos à caixa torácica, eles ficam “flutuando” nela, por causa do saco pleural que fica ao redor do pulmão. Assim, eles precisam de forças ou pressões que façam com que eles se insuflem e que também não permitam o colapso total. Desse modo, existem três tipos de pressões que atuam na mecânica respiratória: pleural, transpulmonar e alveolar. Sobre essas pressões, podemos afirmar: 

  • Na inspiração, a pressão pleural tende a ficar ainda mais positiva, para que o pulmão seja esticado, e possa entrar uma quantidade significativa de ar. Assim, na inspiração, a pressão pleural fica ainda mais positiva.
  • A pressão alveolar é a pressão que permite o influxo e a entrada de ar dos pulmões. Quando não há fluxo entre a atmosfera e os pulmões (incluindo toda a arvore brônquica), a pressão alveolar é zero (todos esses valores de pressão são calculados como o zero sendo a pressão atmosférica).
  • Na expiração, acontece o contrário da inspiração, a pressão pleural fica mais negativa do que a pressão de repouso, o pulmão se “encolhe”, e o ar é expelido.
  • A pressão transpulmonar é a diferença entre a pressão alveolar e intrapulmonar. Ela quantifica exatamente a força de contração elástica dos pulmões que tende a expandi-los, durante todo o ciclo respiratório, o que influencia na frequência respiratória.
  • A pressão pleural é originada pela drenagem constante do líquido pleural, que cria uma pressão negativa responsável por impedir o colapso pulmonar. Em um pulmão em repouso, a pressão pleural é cerca de -5 centímetros de água, deixando o pulmão com o chamado volume de repouso.
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