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#2633537

“(...) as famílias da elite, muito menos temerosas do que poderia se supor, viam umas nas outras, possíveis aliadas para ‘uma maior participação’, manutenção e manipulação do poder político. Sendo muitos dos envolvidos na administração local portadores de títulos militares, concluímos pela existência de uma relação unívoca entre títulos honoríficos e militares e as elites políticas locais, ou seja, as principais famílias detinham o monopólio do poder local, na câmara e na administração militar das tropas auxiliares e de ordenanças”. (Isis Messias da Silva, Revista Vernáculo, nº 14 - 15 - 16, p. 21–50).
O trecho acima traduz:

  • a enorme dependência das elites quanto aos cargos administrativos, fazendo com que uma aparente autonomia seja na verdade evidência da submissão à Metrópole.
  • a grande autonomia das elites locais que, ao se apropriarem dos cargos administrativos, neutralizavam a influência da Coroa nas cidades da América portuguesa.
  • a necessária cooptação das elites locais através das honras e privilégios associados aos cargos administrativos, evitando revoltas coloniais e legitimando o poder da Metrópole.
  • a incapacidade da Coroa portuguesa de neutralizar a influência das famílias aristocratas coloniais e desenvolver o colonialismo de cunho mercantilista.
  • a impossibilidade de se fazer cumprir os desígnios reais nas regiões mais afastadas do império português, ficando sempre dependente das aristocracias locais.
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