Para Ferreira Gullar (1999, p. 42-43) “o surgimento do mercado de arte e a própria dinâmica da sociedade capitalista, onde o consumismo crescente impõe a obsolescência acelerada das mercadorias, tiveram sua parte nessa obsessiva busca do novo que se tornou, nas últimas décadas, o valor fundamental e único das vanguardas artísticas. Esse fato por si só denuncia a confusão em que se tinham mergulhado os vanguardistas e o fim próximo de sua aventura radical, já que, em se tratando de arte, a busca do novo pelo novo é, além de fútil, suicida”. A preocupação de Gullar é explicitada no seguinte dilema:
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