E se é verdade que o princípio dos castigos deve estar subscrito no
pacto, não é necessário que cada cidadão aceite a pena extrema (...) O
direito de punir se deslocou da vingança do soberano à defesa da
sociedade. Mas ele se encontra então recomposto com elementos tão
fortes que se torna quase mais temível. O malfeitor foi arrancado a uma
ameaça, por natureza, excessiva, mas é exposto a uma pena que não se
vê o que pudesse limitar. Volta de um terrível superpoder. Tem-se a
necessidade de que se coloque um princípio de moderação ao poder do
castigo.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. São Paulo: Vozes, 2014, p. 89.
Em cada fragmento extraído do texto, há um “que” sublinhado.
Assinale a alternativa que corresponde à classificação correta entre
parênteses.
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