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#3347012

No Brasil, a ocorrência de casos de deslocamento do abomaso tem aumentado na bovinocultura leiteira, devido às pressões econômicas, pois as vacas de alta produção recebem grandes quantidades de grãos e, em geral, os animais ficam mantidos em regime de confinamento, em que o exercício físico é limitado. Esses fatores são considerados predisponentes para a hipomotilidade e/ou atonia abomasal que favorecem o deslocamento desse órgão. É importante ressaltar que o deslocamento pode ocorrer para a esquerda ou para a direita. No deslocamento para a esquerda, que representa 85% a 95,8% de todos os casos de deslocamento, o abomaso migra de sua posição anatômica original, no assoalho do abdome, para uma posição entre o rúmen e a parede abdominal esquerda. No deslocamento para a direita, a víscera pode se deslocar totalmente para o lado direito da cavidade abdominal e pode evoluir para o vólvulo abomasal, que é uma condição mais grave do que o da esquerda, e as taxas de recuperação e de sobrevivência dos animais são muito menores.
Nesse contexto, durante o exame físico de uma vaca adulta com suspeita de deslocamento do abomaso, o médico veterinário deve reconhecer que o abomaso se posiciona na parede abdominal 

  • ventral na região umbilical e preenche o espaço entre a cartilagem xifóidea e a última costela.
  • ventral na região xifóidea e preenche o espaço entre a cartilagem xifóidea e a última costela.
  • dorsal na região púbica e preenche o espaço entre a cartilagem xifóidea e a primeira costela.
  • ventral na região umbilical e preenche o espaço entre a cartilagem do manúbrio e a última costela.
  • ventral na região inguinal e preenche o espaço entre a cartilagem do manúbrio e a última costela.
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