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#2153681

Os códigos de ética do profissional intérprete mais recentes apresentam visões de “fidelidade” (APILRJ), “equivalência linguística e extralinguística” (AGILS) e “equivalência de sentido” (FEBRAPILS), nos quais já se fazem ecoar, mesmo que de maneira tênue e instável, os mais recentes desdobramentos das teorias de linguagem e tradução contemporâneas.
Neste sentido, tais códigos:

  • Discutem e relativizam a fidelidade, introduzindo questões como contextualização, função da tradução, características do público-alvo e questões culturais
  • Entendem a “fidelidade” como a característica principal do tradutor intérprete, de tal forma que, quando o intérprete não é fiel à mensagem que está sendo passada de maneira literal, isto se configura como um desserviço à comunidade surda
  • Encaram a fidelidade com um conceito ultrapassado, já que o intérprete, principalmente o intérprete educacional, tem autonomia para fazer escolhas que tornem a interpretação clara, mesmo que isto se distancie demasiadamente do texto fonte
  • Tratam a questão da fidelidade como relativo a cada intérprete. Desta forma, há intérprete que encaram a fidelidade como algo substancial, enquanto que há intérpretes que não levam em conta a fidelidade no momento da interpretação. O intérprete, portanto, deve ter autonomia para se guiar pelos seus próprios posicionamentos
  • Chegam à conclusão de que a fidelidade é inalcançável, portanto, não deve ser levada em conta no momento da tradução
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