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#2069392

No período da imigração em massa, que também inclui a formação das etnicidades, a tendência predominante no pensamento nacionalista brasileiro privilegiou o ideário das três raças e a mestiçagem como base na formação nacional. Uma raça a ser formada a partir da superação das diversidades étnicas produzidas pela imigração, através de um amplo processo de assimilação e mestiçagem imaginado em termos explicitamente racistas porque partiu de pressupostos de inferioridade de negros, índios e seus mestiços. A tese do branqueamento da raça respaldou as especulações nacionalistas sobre o futuro da nação após 1888 – tema bastante conhecido por suas implicações racistas nunca reconhecidas por seus formuladores.


SEYFERTH, G. Algumas considerações sobre identidades étnicas e racismo no Brasil. Revista de Cultura Brasileña, Madrid, p. 223-237, mar. 1998.


No Brasil, a tese relatada no texto pressupunha que

  • a miscigenação combateria o preconceito existente no país, diminuindo os conflitos internos, a desigualdade social e ampliando o desenvolvimento nacional.
  • apenas os brasileiros de fenótipo branco poderiam ocupar cargos públicos, o que gerou revoltas populares entre os grupos de negros, indígenas e mestiços.
  • os europeus que imigrassem para o país não deveriam se miscigenar com brasileiros negros, índios ou mestiços, como uma forma de preservar o fenótipo branco.
  • o aumento do número de habitantes brancos europeus aceleraria a miscigenação e a difusão do “sangue branco” na população, causando seu embranquecimento.
  • o extermínio de grupos não desejados deveria ser colocado em prática pelo governo, utilizando técnicas de esterilização masculina e feminina como a única maneira de garantir a superioridade numérica dos brancos.
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