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#2365332

Assinale a opção INCORRETA.

  • Os maridos de mulheres com depressão puerperal estão também em uma situação de risco para o desenvolvimento de psicopatologias, dentre elas a própria depressão. Nesse sentido, diversos estudos têm destacado a ocorrência de depressão pós-parto materna como pouco influente no desencadeamento de depressão no pai durante o puerpério, embora a incidência de depressão pós-parto paterna varie enormemente entre os estudos.
  • A depressão pós-parto (DPP) é tipicamente tratada como um problema exclusivo das mulheres e que ocorre, ao longo do primeiro ano de vida do filho, em 10 a 15% delas. Entretanto, os pais também passam por mudanças significativas após o nascimento da criança. Essas, em grande parte, se assemelham às que ocorrem com as mães. Ambos vivenciam transformações importantes no seu sentido de identidade pessoal, papéis familiares e sociais. Mudam, em especial, as relações interpessoais do casal e também as rotinas diárias, principalmente do sono.
  • Os estudos indicam que transtornos psiquiátricos pós-parto paternos apresentam prevalência significativa (no Brasil variam entre 11,9 e 25,4%5) e impactam diretamente no apoio que o pai dá à mãe e ao bebê durante o primeiro ano pós-parto
  • O medo de falhar nas tarefas de provedor, apoiador emocional e parceiro romântico está relacionado ao estresse psicológico paterno, levando, em muitos casos, ao desenvolvimento de sintomas depressivos. Também pode ocorrer que a criança acabe contribuindo com o problema: a falta de experiência e o menor tempo de convivência com a criança (comparado com a mãe) podem tornar suas interações menos interessantes para o filho, tendendo esse a dar-lhe um menor número de retribuições (como sorrisos e vocalizações), aumentando o estresse paterno ao longo do primeiro ano pós-parto.
  • A alta prevalência de depressão pós-parto paterna tem grandes implicações também sobre o bem-estar da criança. Mães e pais com depressão pós-parto demonstram menos evidências de apego emocional a seus bebês e capacidade de estimular o seu desenvolvimento. Se ambos os pais experimentarem sintomas depressivos durante o período pós-parto, a interação entre a depressão da mãe e do pai pode acarretar um risco ainda maior para o desenvolvimento da criança2. Além disso, a depressão pós-parto, quando persistente, pode favorecer a ocorrência de situações de negligência e abuso infantil.
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