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#2534839
Texto da Questão:

Estudo de Caso Paciente

N. A., 47 anos, nascido em 10.09.1968, homem, natural de Santa Maria, aposentado a 16 anos, não faz uso de álcool nem drogas, morou com seus avós já falecidos, e um pouco com sua mãe, onde relatou não ter boa convivência com a mesma. Frequentou o Centro de Atenção Psicossocial II de Santa Cruz do Sul desde 2002, onde foi encaminhado para um grupo no Hospital Universitário de Santa Maria – HUSM, onde não o aceitaram pela falta de vínculo, assim redirecionado para ESF Urlândia, e para CAPS II Prado Veppo, onde o paciente relatou seguir seu tratamento para manter sua saúde mental. Frequenta o CAPS segundas, terças e quintasfeiras no turno da manhã, e terças-feiras à tarde, participa de oficinas como culinária, com o papel de lavar louça, grupos de dança, música, artesanato, pintura, dedicando boa disposição para as atividades propostas. Paciente relatou que o CAPS torna ele vivo, e que estando fora do CAPS sente-se morto, que lá ele vive seus melhores momentos. A psicóloga utiliza da oficina de pintura, a fim de verificar as emoções de N. A. retratadas na pintura e por meio do simbólico tenta interpretar com o mesmo o sentido das figuras. N. A. relata que os médicos não sabem qual é o seu problema. Mesmo assim vai ao CAPS por se sentir bem. Relata dificuldade ao dormir e que não consegue focar em algo específico. Está sempre procurando algo pra fazer. Demonstra uma pessoa muito comunicativa, favorecendo a amizade com todos usuários e funcionários do CAPS. No entanto, outro dia foi visto nas árvores frutíferas do CAPS colhendo goiaba, fato que preocupou os funcionários. Outro dia chegou no CAPS com uma sacola cheia de pães e doces e disse que era o lanche da tarde. Porém, às vezes apresenta uma acentuada diminuição de interesse ou prazer em todas, ou quase todas, as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (conforme indicado por relato subjetivo ou observação feita por outra pessoa). O psiquiatra prescreveu uso de Aldol decanosto uma ampola de 30 em 30 dias. Haloperidol Lítio 30 mg 2 comprimidos pela manhã e 2 comprimidos pela noite. Para manter sua saúde mental estável, sem que apresente delírios, alucinações, agressividades, irritabilidade motivada pelas vozes, por isso é importante o uso correto das medicações.

O Problema de N.A. foi acompanhado por um psicoterapeut, no CAPS e por uma equipe multidisciplinar. De acordo com a hipótese diagnóstica levantada pelos profissionais, o tratamento de N. A pela equipe foi considerada:

  • Irresponsável em prolongar o uso de Aldol decanosto uma ampola de 30 em 30 dias. Haloperidol Lítio 30 mg 2 comprimidos pela manhã e 2 comprimidos pela noite.
  • Não colaborou com o psicólogo na descrição das queixas no decorrer da psicoterapia, restringindo os cuidados apenas ao psiquiatra.
  • Embora adotando uma postura de resistência ao tratamento no início, N. A consegue estabelecer um equilíbrio quando resolve ser acompanhada por um médico psiquiatra e uma psicóloga, porém não coopera com as atividades do CAPS.
  • N. A deveria ser atendida só pelo psiquiatra.
  • N.A aderiu o tratamento medicamentoso de imediato, fato que provocou a remissão dos sintomas e a psicoterapia juntamente com as outras atividades do CAPS trazia satisfação, motivo dele está vivo conforme caso clínico.
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