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#2130588

Temos, então, duas evidências. A primeira, de que a toda prática psicológica subjaz um modelo ético específico sujeito às injunções da própria teorização a que se coaduna; a segunda, de que uma “ética” particular – a ética do trabalho psicológico – se coloca no lugar de rectora de toda e qualquer atuação profissional. Aqui e ali podemos vislumbrar conflitos na relação entre essas duas orientações éticas. Tomemos, a título de exemplo, a intrincada situação constituída no setting psicoterápico quando o cliente, ou paciente (ao gosto de cada abordagem), comunica ou mesmo atua perante o profissional uma tentativa de suicídio (Figueiredo, 1995). Diante de tal situação, qual a melhor alternativa compete ao psicólogo:

  • Segundo o Código de Ética, dá-se a possibilidade de o psicólogo, por “imperativo de consciência”, quebrar o sigilo ético para que outrem auxilie o indivíduo ou que ele mesmo o socorra de alguma forma.
  • Aquele que procura o serviço de psicologia é um outro em relação ao profissional, em primeiro lugar. Esse cliente, por sua vez, detém um outro em si mesmo, por isso o sigilo não deve ser quebrado.
  • O sigilo mesmo que ameace a vida do cliente deve ser respeitado.
  • Mesmo considerando a subjetividade do cliente a situação/problema o Código de Ética é claro em relação a quebra de sigilo, não podendo em hipótese nenhuma mesmo sendo menor de idade o cliente.
  • O profissional que quebrar o sigilo profissional mesmo em caso de tentativa de suicídio poderá ter seu registro cancelado pelo Conselho Regional de Psicologia.
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