Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto – como se chama o que sinto? Uma
pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente – como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar
ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota – como se
chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a
própria pergunta. Qual é o nome? e é este o nome.
(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo, Círculo do livro, 1988.)
O texto inicia-se com uma conjunção cujo emprego pode resultar em diferentes matizes de sentido de acordo com o
contexto em que está inserida. Em referência específica ao contexto apresentado, pode-se afirmar que o efeito de
sentido produzido está corretamente expresso em:
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