Em 1954, Vinicius de Moraes escreveu “A Rosa de Hiroshima”, um poema que se refere à bomba atômica como “rosa
radioativa”, promovendo uma tocante reflexão sobre os limites da razão humana no uso da ciência e da tecnologia. Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada Em 1987, houve um desastre radioativo em Goiânia. Ocorreu após dois catadores de lixo entrarem em contato com uma
porção de Cloreto de Césio, o Césio-137. O componente químico ficava dentro de um aparelho de tratamento de
câncer, que estava em uma clínica abandonada na capital de Goiás. Foram necessários apenas 16 dias para que o “brilho
da morte”, como a substância ficou popularmente conhecida, matasse quatro pessoas e contaminasse centenas. Em 26
de abril de 1986, a Usina nuclear de Chernobyl, que era localizada na cidade de Pripyat na Ucrânia (na época era parte
da União Soviética), era composta por quatro reatores que foram cenário de um dos maiores acidentes nucleares da
história. A usina era utilizada para a geração de energia para o país. Entre as vantagens da produção de energia nuclear que compensam o risco pode-se citar:
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