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#3725732

No dia 20 de julho de 2019, a jornalista Thatiany Nascimento publicou, no portal G1, a matéria intitulada Campo de concentração onde “flagelados da seca” eram aprisionados é tombado no Ceará. A reportagem informa sobre o tombamento do imóvel que havia se tornado patrimônio histórico-cultural no município de Senador Pompeu, localizado na mesorregião dos sertões cearenses. Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/07/20/campo-de-concentracao-onde-flagelados-da-seca-eram-aprisionados-e-tombado-no-ceara.ghtml. Acesso em 20 out. 2025.


Em 22 de setembro de 2025, cinco anos depois, o jornalista Mateus Mota publicou, no jornal O Povo, a reportagem especial A história apagada das secas e da urbanização de Fortaleza, na qual apresentou um apanhado histórico referente ao período entre 1915 e 1932, quando o Estado do Ceará instalou campos de concentração para afastar milhares de sertanejos afetados pela seca, os confinando em locais como Senador Pompeu, Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim e Cariús. Destaca-se, nessa última reportagem, a impactante afirmação sobre condicionamentos, subordinação e autoritarismo no processo de urbanização da capital cearense: “Entre secas, migrações e campos de concentração, Fortaleza foi construída e habitada por uma multidão de migrantes, que vieram ao litoral fugindo dos efeitos devastadores da estiagem. Hoje, a memória se distanciou desses retirantes, mas o legado histórico deles continua vivo nas paredes que ajudaram a levantar e nas comunidades que surgiram com seus descendentes.” Disponível em: https://mais.opovo.com.br/reportagens-especiais/campos-de-concentracao-ceara/2025/09/22/a-historia-apagada-das-secas-e-da-urbanizacao-de-fortaleza.html. Acesso em 10 nov. 2025.



Em 2019, as ruínas desses campos foram tombadas como patrimônio histórico-cultural municipal, o que motivou discussões sobre apagamento de memórias, construção identitária e o papel da escola no reconhecimento dessas práticas autoritárias. As condições nos campos eram precárias, marcadas por escassez alimentar, falta de infraestrutura e alta incidência de doenças.


 Figura 3. Campo de concentração tombado patrimônio histórico-cultural em Senador Pompeu. Fotografia. Camila Lima/ SVM


Considerando o contexto da história regional, do ensino de História e da preservação da memória social e do patrimônio histórico material, marque a alternativa CORRETA.

  • O tombamento das ruínas implica que o episódio dos campos de concentração está plenamente incluído nos currículos escolares do Ceará, resolvendo de forma definitiva a necessidade de ensino desse tema.
  • O uso do termocampo de concentração, neste contexto, o aproxima metaforicamente com regimes totalitários da Europa, o que compromete a singularidade da experiência nordestina e inviabiliza sua reflexão pedagógica.
  • A disciplina de História deve reconhecer que tais campos apenas pertencem ao passado distante e, portanto, não exigem que os estudantes analisem suas relações com desigualdades sociais e direitos humanos no tempo presente.
  • A incorporação de locais como patrimônio histórico, associada ao ensino de História, favorece a ampliação da consciência cidadã, ao articular memória, identidades regionais e a crítica às políticas públicas de convivência com a seca.
  • A presença de vestígios históricos de repressão e confinamento no Ceará é irrelevante para o Ensino Fundamental, uma vez que se trata de fenômeno regional e não contribui para os objetivos nacionais da disciplina.
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