Ao primeiro contato com um texto qualquer, por mais
simples que ele pareça, normalmente o leitor se defronta com a
dificuldade de encontrar unidade por trás de tantos significados
que ocorrem na sua superfície. Numa crônica ou numa pequena
fábula, por exemplo, surgem personagens diferentes, lugares e
tempos desencontrados e ações as mais diversas. Na primeira
leitura, parece impossível encontrar qualquer ponto para o qual
convirjam tantas variáveis e que dê unidade à aparente desordem.
Mas, quando se trata de um bom texto, por trás do aparente caos,
há ordem. Quando, após várias leituras, encontra-se o fio
condutor, a primeira impressão de desagregação cede lugar à
percepção de que o texto tem harmonia e coerência. Para
exemplificar o que foi dito, vamos ler uma pequena fábula de
Monteiro Lobato e tentar demonstrar que, a partir da observação
dos dados concretos da superfície, pode-se chegar à compreensão
de significados mais abstratos, que dão unidade e organização ao
texto.
José Luiz Fiorin; Francisco Platão Savioli.
Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2007, p. 35.
Considerando as informações e estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o seguinte item.
No primeiro período, há relações de sentido baseadas na
antonímia entre “mais simples” e “dificuldade”.
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