A principal pesquisa internacional sobre educação, feita
pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), mostrou que, no período de 2012 a 2022,
houve um aumento acentuado no nível de ansiedade em relação
à matemática entre os alunos da grande maioria dos 81 países
avaliados, especialmente no Brasil.
Na média dos países da OCDE e parceiros, 65% dos
estudantes têm ansiedade em relação às suas notas em
matemática e cerca de 40% dos estudantes se sentem nervosos,
tensos ou desamparados ao resolverem problemas matemáticos.
No Brasil, esses índices são ainda mais altos: 79,5% e 62,3%,
respectivamente.
Na maioria dos países houve um aumento nesses índices
de ansiedade em relação à matemática em comparação com 2012.
Coreia do Sul, Singapura e Tailândia foram os únicos países onde
os índices de ansiedade caíram entre 2012 e 2022.
Segundo a OCDE, esses resultados são preocupantes.
“Isso pode impactar não apenas desempenho, mas sua prontidão
para o aprendizado ao longo da vida”, diz o relatório.
A cada edição, o PISA escolhe um tema para fazer
um aprofundamento — em 2022, o estudo se dedicou a entender
como os alunos lidam com estratégias de aprendizado e quais
suas posturas em relação à vida.
Letícia Mori.
A epidemia de ansiedade com matemática no Brasil
e no mundo revelada por estudo da OCDE.
Internet: <bbc.com> (com adaptações).
Julgue o item que se segue, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.
No Brasil, o número de estudantes ansiosos com relação
à matemática é 79,5% maior que a média dos países da
OCDE e parceiros, segundo as informações do texto.
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