Em 1896, indígenas brasileiros mataram 19
austro-cranianos recém-imigrados em um aldeamento em linha
Moema, no estado do Paraná. As vítimas foram três homens,
nove mulheres e sete crianças. Antes do massacre, os indígenas
já haviam alertado os colonos europeus de que, naquele local,
estavam sepultados seus antepassados. No entanto, o diretor da
colônia subestimou o gesto de ameaça e tratou de acalmar os
recém-chegados. Enquanto alguns artigos na imprensa
noticiavam “botocudos antropófagos” que teriam esquartejado
suas vítimas, outros artigos tentavam entender os motivos que
teriam levado o grupo indígena a cometer tais atos.
Ursula Prutsch.
Migrantes na periferia: indígenas, europeus e
japoneses no Paraná durante as primeiras décadas do século XX. In: História,
Ciências, Saúde – Manguinhos (
online), Rio de Janeiro,
v. 21, n.º 1, 2014 (com adaptações).

Jayme A. Cardoso e Cecília M. Westphalen.
Atlas Histórico do Paraná.
2.ª edição (revista e ampliada). Curitiba: Livraria do Chain, 1986.
A partir do texto anterior e dos mapas do estado do Paraná
apresentados, julgue os itens a seguir, a respeito do processo de
colonização do território paranaense.
I Como é possível verificar no mapa que faz referência a
meados do século XVI, o território onde hoje se localiza o
estado do Paraná foi um local de disputa entre colonizadores.
II Pela comparação dos dois mapas, pode-se perceber o uso de
antigos caminhos indígenas para o deslocamento de
conquistadores no território, o que mostra a influência
ameríndia no processo de colonização brasileiro.
III Houve trágicos confrontos entre indígenas e colonizadores
europeus no território onde se encontra o atual estado do
Paraná.
IV Mesmo monarquias que não possuíam colônias na América
— como é o caso da austro-húngara — tiveram alguma
participação na colonização das Américas.
V Nem sempre os indígenas foram passivos ao processo de
colonização dos territórios em que viviam.
Assinale a opção correta.