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#2867215

A parcela da população que se manteve ocupada, ou que conquistou nova ocupação, também viu as condições de trabalho se deteriorarem no período. Contratos de trabalho fora dos marcos legais em expansão, extensas jornadas de trabalho, modificações na legislação trabalhista, entre outros fatores, aprofundaram o caráter heterogêneo do mercado de trabalho nacional. A insegurança no emprego aumentou. O que antes era um paradigma de relações de trabalho, o emprego por tempo integral, de longa duração, protegido pela legislação trabalhista e pelos contratos de trabalho acordados pelos sindicatos, passa, na década de 90 do século passado, por uma implacável demolição. Os vínculos vulneráveis vão aumentando sua participação no mercado de trabalho. Crescem o assalariamento sem carteira assinada, o trabalho de autônomos que operam em condições precárias, o emprego doméstico, a ocupação de crianças e idosos. O núcleo protegido dos empregos diminui e aumenta a margem dos vulneráveis.
Internet: <www.dieese.org.br> (com adaptações)

Em contrapartida ao exposto no texto acima, sabe-se que as políticas econômicas implementadas no Brasil, a partir de 1995, estimularam várias práticas inovadoras no mundo do trabalho, tais como: contrato temporário, flexibilização da legislação trabalhista, trabalho parcial e banco de horas. Nenhuma delas, entretanto, apontou para a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Acerca desse assunto, assinale o opção correta.

  • Nos últimos onze anos, as medidas adotadas pelo governo federal na área trabalhista visaram combater o desemprego. Em todo o país, a flexibilização dos contratos de trabalho implementada resultou na abertura de novos postos de trabalho.
  • As políticas trabalhistas foram mais uma forma de atender ao interesse do capital financeiro e, por isso, acabaram por favorecer a esfera especulativa.
  • A ampliação do nível de empregos no país é uma demanda dos setores produtivos, pois a oferta de mão-de-obra não atua como mecanismo regulador de salários.
  • O crescimento da massa salarial não é possível sem que seja retomada de taxas de lucro em patamares crescentes, o que nada tem a ver com a taxa de desemprego.
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