A estética do oprimido coloca o oprimido como protagonista do processo estético, não simples fruidor de arte. Não leva a cultura ao povo, mas oferece meios estéticos necessários para o desenvolvimento da sua própria cultura, com seus próprios meios e metas. No caso particular do teatro, a peça deve conter a ação dramática e sua clara crítica. Não realismo, mas realidade que busque alternativas. Não a vida como ela é, mas como não queremos que continue sendo. Todo espetáculo, em cena ou na vida real, é uma estrutura de poderes que devem ser revelados.
Augusto Boal. A estética do oprimido. Rio de Janeiro: Garamond, 2009, p. 166 (com adaptações).
A partir do texto precedente, julgue o item a seguir.
Ao considerar todos como atores e espectadores — pois todos
agem e observam —, Augusto Boal propõe que o teatro
do oprimido tenha uma função política, que propicie
a formação crítica do cidadão.
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