Uma mulher de 44 anos de idade foi atendida em serviço de pronto atendimento, queixando-se de vertigem rotatória, mal-estar, sudorese fria e náusea iniciada havia um dia, com períodos fugazes de exacerbação dos sintomas. Referiu várias crises de labirintite nos três últimos anos, sem melhora com o uso de medicações antivertiginosas habituais. Havia cinco meses, vivenciou situações estressantes tanto no trabalho quanto em sua vida pessoal, o que lhe causou hipoacusia progressiva à esquerda. No exame clínico, observou-se nistagmo horizontal e o teste de Romberg não foi conclusivo, embora tenha apresentado certo grau de desequilíbrio.
Com base no caso clínico acima, julgue o item a seguir.
Nessa situação, não se pode descartar o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), muito embora essa afecção curse habitualmente sem alterações auditivas. Na história clínica clássica de VPPB, apresentam-se episódios de vertigem desencadeados quando o paciente assume determinada posição da cabeça, em que a melhora espontânea pode ser observada em alguns casos. Na ausência de melhora espontânea, o tratamento baseia-se em manobras de reposição canalicular.
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