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#2869378
Texto da Questão:

Texto para as questões 6 e 7


1 “Bebe tu do teu próprio veneno.” A frase finaliza

a oração de São Bento contra os demônios, mas também

pode ser aplicada, sem prejuízo, como remédio para

4 tratarmos um tema polêmico: nosso teor de maldade. Assim

como a injustiça, o mal coloca o homem em uma posição

passiva, ou seja, enxergamo-nos facilmente como vítimas, e

7 apenas raras vezes nos colocamos no papel de autor de uma

ação negativa. O psiquiatra suíço Carl Jung, pai da

psicologia analítica, definiu a sombra como um elemento

10 básico da estrutura da mente. Nela guardamos os atributos

que o ego repreende, como o orgulho, a vaidade, a

agressividade e o ciúme. A sombra seria a casa do instinto

13 que, quando bem aplicado, nos encoraja para desafios. Nessa

linha de pensamento, a agressividade natural pode-se

transformar em força ou violência, a depender da forma

16 como é aplicada. Jung defendia que a saúde psicológica

dependia da conciliação com a sombra, e não da tentativa de

sufocá-la. Aceitar o mal pessoal não significa,

19 necessariamente, experimentá-lo. Justamente aí está o limite

da saúde.


Revista do Correio. In: Correio Braziliense, 5/4/2009 (com adaptações).

Assinale a opção correta a respeito das relações de coesão no texto.

  • O desenvolvimento das ideias no texto mostra que a expressão “no papel de autor” (l.7) refere-se à autoria da frase inicial do texto: ‘Bebe tu do teu próprio veneno’ (l.1).
  • Apesar de as estruturas gramaticais admitirem que “Nela” (l.10) retome tanto “mente” (l.10) quanto “sombra” (l.9), as relações semânticas indicam que as relações de coesão se fazem com “sombra”.
  • Na argumentação do texto, a expressão “linha de pensamento” (l.14) resume a ideia inicial, de que todo o mal que praticamos um dia recairá sobre nós.
  • Nas relações de coesão, o pronome átono em “sufocá-la” (l.18) retoma, no desenvolvimento da argumentação, a ideia de “saúde psicológica” (l.16).
  • A argumentação do texto mostra que o advérbio “aí” (l.19) refere-se à “sombra” (l.17) que, como citado, faz parte da nossa mente.
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