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#2864354
Texto da Questão:

Texto V – questões de 11 a 14

O número de indigentes em proporção da
população no Brasil de hoje já não é o que foi há 50 anos.
Pequeno consolo. O desconsolo aumenta quando
observamos que mesmo esse número poderia ser
muitíssimo menor se, durante os últimos 33 anos,
tivéssemos crescido como os tigres asiáticos. Há 40 anos, os
organismos internacionais acreditavam que a Coréia do
Sul estava condenada à pobreza. Erraram no julgamento.
O país tornou-se um fenômeno de crescimento sustentado e
redução da pobreza, como outros países asiáticos.
A pergunta agora é se a África poderia se tornar
palco de um novo milagre se tivesse ajuda externa e
políticas econômicas adequadas. Suas deficiências
estruturais são notórias: baixa produtividade agrícola, altos
custos de transportes, doenças tropicais, AIDS e baixa
difusão de tecnologia. Mais grave ainda é que, durante os
últimos anos, a África tem enfrentado mais guerras internas
que outras regiões. Os genocídios — Ruanda em 1994 e
Darfur em 2004 — são apenas as histórias mais trágicas de
conflitos perenes. Para escapar desse círculo vicioso de
guerra e pobreza, a região precisa de assistência. Cálculos
estratégicos guiam o interesse crescente dos EUA e da
Europa na África. Nesses cálculos, entram a abundância
de recursos naturais (inclusive urânio) em um Congo
conturbado, a combinação petróleo-islamismo na África
Ocidental, a proliferação de armas no continente e a
migração descontrolada e incontrolável.

Eliana Cardoso. Áfricas. In: Valor Econômico, 20/1/2005, p. A2 (com adaptações).


Tendo por referência o texto V, assinale a opção correta.

  • Proporcionalmente ao conjunto da população, o número de pobres ou indigentes no Brasil permanece praticamente o mesmo de cinco décadas atrás, clara demonstração de que o país não aumentou sua riqueza nesse período.
  • Uma das principais razões para que haja número tão elevado de indigentes no Brasil é, para a maioria dos analistas, a dificuldade de acesso dos mais pobres ao ensino fundamental, faixa de escolaridade formalmente obrigatória no país.
  • A ausência de atrativos econômicos na África explica a pouca ou quase nenhuma atração que o continente exerce sobre as potências capitalistas, como os EUA e países europeus.
  • O texto sugere que a ajuda externa a países pobres, como os africanos, também se subordina a uma lógica em que não faltam cálculos, riscos e interesses.
  • A leitura atenta do texto leva à conclusão de que o único caminho que resta à África para se desenvolver é a adoção de políticas internas inovadoras e progressistas.
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