Numa dimensão mais interna, ela [interação dialógica]
se dá entre alunos, técnicos e professores que nele
atuam e desenvolvem ações. A esse respeito, a dialogicidade interna deriva, de um lado, do fato de o museu
ser um espaço de trabalho interdisciplinar onde cada
um aporta seu conhecimento e precisa se abrir aos
conhecimentos dos outros. De outro, ocorre porque,
frequentemente, as ações têm diferentes desdobramentos e não são unidirecionais: uma pesquisa sobre
coleções ou ações do museu pode se tornar uma ação
extensionista ou ser a base para uma disciplina.
Em dimensão mais externa, o MAE caminha para o
entendimento de que as ações são antes produto da
colaboração, mais do que um conhecimento que a universidade leva para a sociedade.
Os autores, ao realizarem uma reflexão sobre as atividades realizadas pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da
Universidade Federal do Paraná, MAE-UFPR, destacam
a relevância da “transformação da concepção do museu
como ferramenta para externalizar o conhecimento produzido na universidade para uma concepção do museu
como espaço de e para o diálogo” e explicam a ocorrência
de interação dialógica em diversos planos.
Tais perspectivas adotadas pelo MAE-UFPR, alinhadas
às diretrizes para a extensão na educação superior brasileira, expressam a relação entre
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