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#1741105

O trecho seguinte alude aos limites de uma estratégia de crescimento financiada por poupança externa.


Quando um país decide aceitar essa proposta de “crescimento com poupança externa”, a primeira consequência é a apreciação da taxa de câmbio. Em seguida, do lado da oferta, ocorre o aumento artificial dos salários, e, em consequência, o aumento do consumo interno [...]. Do lado da demanda, o resultado é o mesmo: a apreciação da moeda provoca a diminuição das oportunidades de investimento lucrativo voltadas para a exportação; caem os investimentos e, em termos keynesianos, cai a poupança interna. Mais amplamente, o endividamento externo provoca uma sucessão de três males: primeiro, temos uma elevada taxa de substituição da poupança interna pela externa, grande parte das entradas de capitais financiando o consumo ao invés do investimento; segundo, temos o aumento do endividamento externo que leva o país a uma condição de fragilidade externa e à política desastrosa do confidence building, a aceitar sem crítica as recomendações de nossos credores e concorrentes; e, terceiro, temos a crise de balanço de pagamentos.

BRESSER-PEREIRA, L.C. Déficits, câmbio e crescimento. O Estado de São Paulo, São Paulo, mar.2010. Adaptado.


De acordo com o autor, um país que se guia por uma estratégia de “crescimento com poupança externa” 

  • provoca a apreciação da taxa de câmbio e, consequentemente, a redução do consumo das famílias.
  • acelera sua taxa de investimento, como proporção no PIB.
  • aumenta sua taxa de poupança interna, como proporção do PIB.
  • aumenta sua dependência de capitais estrangeiros.
  • aumenta a competitividade de suas exportações.
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