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#3648655
Texto da Questão:

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Dois amigos e um chato

        Os dois estavam tomando um cafezinho no boteco da esquina, antes de partirem para as suas respectivas repartições. Um tinha um nome fácil: era o Zé. O outro (...) era o Flaudemíglio.

        Acabado o café o Zé perguntou:

        – Vais pra cidade? 
        - Vou – respondeu Flaudemíglio, acrescentando: – Mas vou pegar o 434, que vai pela Lapa. Eu tenho que entregar uma urinazinha de minha mulher no laboratório da Associação, que é ali na Mem de Sá.

        Zé acendeu um cigarro e olhou para a fila do 474, que ia direto pro centro e, por isso, era a fila mais piruada. Tinha gente às pampas.

        – Vens comigo? – quis saber Flaudemíglio.

        – Não – disse o Zé: – Eu estou atrasado e vou pegar um direto ao centro.

        – Então tá – concordou Flaudemíglio, olhando para a outra esquina e, vendo que já vinha o que passava pela Lapa: – Chi! Lá vem o meu… – e correu para o ponto de parada, fazendo sinal para o ônibus parar.

        Foi aí que, segurando o guarda-chuva, um embrulho e mais o vidrinho da urinazinha (como ele carinhosamente chamava o material recolhido pela mulher na véspera para o exame de laboratório…), foi aí que o Flaudemíglio se atrapalhou e deixou cair algo no chão.

        O motorista (...) já ia botando o carro em movimento, não dando tempo ao passageiro para apanhar o que caíra. Flaudemíglio só teve tempo de berrar para o amigo:

        – Zé, caiu minha carteira de identidade. Apanha e me entrega logo mais.

        O 434 seguiu e Zé atravessou a rua, para apanhar a carteira do outro. Já estava chegando perto quando um cidadão magrelo e antipático (...) apanhou a carteira de Flaudemíglio.

        – Por favor, cavalheiro, essa carteira é de um amigo meu – disse o Zé estendendo a mão.

        Mas (...) não entregou. Examinou a carteira e depois perguntou: – Como é o nome do seu amigo?

        – Flaudemíglio – respondeu o Zé.

        – Flaudemíglio de quê? – insistiu o chato.

        Mas o Zé deu-lhe um safanão e tomou-lhe a carteira, dizendo: – Ora, seu cretino, quem acerta Flaudemíglio não precisa acertar mais nada!

PONTE PRETA, Stanislaw. Dois amigos e um chato. Disponível em https://contobrasileiro.com.br/dois-amigos-e-um-chato-cronica-de-stanislaw-ponte-preta/

Foi aí que, segurando o guarda-chuva, um embrulho e mais o vidrinho da urinazinha (como ele carinhosamente chamava o material recolhido pela mulher na véspera para o exame de laboratório…), foi aí que o Flaudemíglio se atrapalhou e deixou cair algo no chão.”
A repetição da expressão destacada no trecho acima, transcrito do texto, indica que o autor:

  • repetiu uma ideia iniciada anteriormente, apesar da desnecessidade disso, pois não há intercalação de outras ideias.
  • entrou em contradição com uma ideia apresentada anteriormente, para mostrar como o próprio personagem era confuso.
  • retomou uma ideia iniciada anteriormente, em função da intercalação de outras ideias, para não perder o raciocínio.
  • adiantou uma ideia a ser apresentada posteriormente, sabendo-se que a fala do autor é extremamente técnica e formal.
  • não está preocupado com a organização das ideias no texto, apresentando-as sem nenhuma ordem específica.
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