A avaliação e reabilitação de pacientes com lesões
neurológicas requerem um conhecimento aprofundado
dos transtornos motores e de linguagem que impactam a
comunicação e a deglutição. A diferenciação entre uma
disfagia neurogênica e uma deglutição atípica, por
exemplo, é crucial para o planejamento terapêutico
fonoaudiológico. As características das disartrias e
afasias também demandam discernimento clínico
preciso. Sobre a avaliação da deglutição e da fala em
pacientes com Doença de Parkinson (DP) e Acidente
Vascular Encefálico (AVE), analise as afirmativas a
seguir.
I. Na Doença de Parkinson, a disfagia está
frequentemente associada à disartria hipocinética,
manifestando-se por redução da excursão laríngea,
resíduos em valéculas e seios piriformes, e o
comprometimento da fase oral e faríngea da deglutição,
com redução da velocidade dos movimentos.
II. A disfagia pós-AVE de tronco encefálico tende a
apresentar disfunções mais graves e complexas da
deglutição do que as lesões corticais isoladas, pois afeta
diretamente os centros neurais responsáveis pela
coordenação sucção-deglutição-respiração e os nervos
cranianos relacionados.
III. A presença de "mask-like face" e bradicinesia em
pacientes com Doença de Parkinson impacta
predominantemente a articulação dos fonemas,
enquanto a ressonância da voz (hipernasalidade) é um
achado comum e precoce, sendo facilmente
compensado por exercícios de fala em intensidade
elevada.
Está correto o que se afirma em:
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