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#2198867

A cisticercose bovina sempre foi destaque mundial, tanto no contexto socioeconômico como no de saúde pública, por ser uma zoonose parasitária responsável por grandes prejuízos, e no Brasil, é a zoonose de maior ocorrência, assumindo características enzoóticas. As formas larvárias das tênias, alojadas nos tecidos dos hospedeiros intermediários, os cisticercos, são pequenas vesículas transparentes ou semi-transparentes que, quando viáveis, permitem visualizar um único escólice invaginado e móvel. Em sua etiologia, a cisticercose bovina, corresponde no estádio adulto, ao cestódio da Taenia saginata e a forma larvar Cysticercus bovis, que tem com hospedeiro intermediário os bovinos e, definitivo, o homem. Em termos econômicos, não é uma doença de importância em nível de criação, pois os animais apresentam infecções moderadas, com ausência de sintomatologia. Os prejuízos ocorrem na fase final da exploração de corte, após o abate, representado, principalmente, pela condenação de carcaças com cisticercos, determinada pela fiscalização veterinária (Tiveron, 2013).
Na inspeção de carnes, através do exame pós-morte para o diagnóstico da cisticercose bovina, é importante para o veterinário-inspetor: 

  • O conhecimento dos locais de predileção da formação dos cisticercos e as técnicas para sua detecção, esses locais geralmente incluem o coração, masséteres, língua, esôfago, diafragma, e as superfícies musculares de corte da carcaça, como o músculo tríceps braquial do membro anterior, que também pode ser examinado em algumas regiões, e que o coração e os masséteres se classificam de forma consistente entre os locais mais adequados para detectar a infecção.
  • Saber que na maioria dos casos, sob a forma de infecção grave e com essa impossibilidade de se realizar um grande número de incisões nas carcaças e órgãos, muitos casos positivos são diagnosticados.
  • O conhecimento de que testes sorológicos para cisticercose bovina ainda são confiáveis para determinar o status individual, e podem ser de algum valor como testes de triagem em rebanhos e em investigações epidemiológicas. Não existem vacinas comerciais ainda disponíveis, e o tratamento anti-helmíntico de animais infectados é rentável.
  • Saber que os cisticercos íntegros são mais facilmente detectados do que cisticercos degenerados, que são translúcidos e difíceis de diferenciar do tecido circundante do próprio hospedeiro, uma vez que tanto cisticercos viáveis quanto degenerandos podem coexistir na mesma carcaça, a detecção de cistos viáveis não garante que cisticercos degenerados não estejam presentes em outros locais.
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