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#3640398
Texto da Questão:

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"


O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.


Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.


Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.


Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.


Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/ 

O avanço das pesquisas médicas tem evidenciado que doenças tradicionalmente relacionadas a hábitos individuais podem também estar ligadas a fatores ambientais mais amplos. No caso do câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram, as análises científicas apontam novos elementos que merecem atenção. Considerando as informações do texto, qual conclusão é a adequada?

  • A relação entre poluição e câncer de pulmão em não fumantes foi considerada inconsistente pelas pesquisas europeias.
  • A ausência de tabagismo garante proteção plena contra o câncer de pulmão, independentemente do ambiente em que a pessoa vive.
  • A exposição crônica à poluição urbana demonstrou efeito protetor contra doenças respiratórias graves, incluindo o câncer de pulmão.
  • O risco de câncer em não fumantes foi atribuído exclusivamente a predisposições genéticas, sem ligação com fatores externos.
  • A poluição atmosférica, sobretudo de origem veicular, foi identificada como um fator associado ao desenvolvimento da doença em não fumantes.
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