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Anulada / Desatualizada
#2512020

Cada vez mais, pesquisas e até mesmo o cotidiano, permeado pela globalização, pela corrida tecnológica e pelos avanços que ambos trazem continuamente, principalmente na área de comunicação, mostram a importância da consciência cultural para se fazer entender e para entender o "outro". Apesar disso, os projetos atuais de ensino de LE ainda dão ênfase maior aos aspectos linguísticos, limitando os aspectos culturais à mera transmissão de informações estanques, como se estas fossem verdades absolutas. Esse tipo de abordagem tradicional do ensino da LE vê a língua desvinculada da cultura, o que faz com que o aprendiz se limite a entender e a se comportar como o "outro".


    Com o advento do Método Comunicativo, o ensino de aspectos culturais foi descartado temporariamente nas últimas três décadas. Entretanto, estudiosos da Linguística e da Didática têm incessantemente procurado reinserir o ensino de cultura nas aulas de LI. Autores como Holliday (1994), Byram (1989, 1997a), e Kramsch (1993, 1998) têm se dedicado a demonstrar o quanto língua e cultura são inseparáveis, o que tornaria impossível dissociar o ensino de língua dos aspectos culturais inerentes aos falantes dessa língua.


Sobre o acima exposto, não é verdadeiro o que se afirma na letra:

  • Como resultado do processo de expansão da Língua Inglesa (LI) enquanto língua falada em diversos países há inevitáveis implicações para seu ensino. Assim, surge uma necessidade maior de se (re)pensar a educação, de forma a incluir no ensino de língua variedades linguísticas e aspectos culturais.
  • Os aprendizes precisam estar preparados para a experiência do ritmo diário da cultura estrangeira, dos comportamentos diferentes e daqueles que são os mesmos, mas têm um significado diferente. Tais fenômenos são verbais, e os aprendizes precisam tanto das habilidades de exatidão e fluência na língua quanto da consciência do significado cultural de seus enunciados.
  • Os alunos de LE necessitam de uma visão amplamente difundida que, além do conhecimento da gramática da língua-alvo, inclua a habilidade de usar a língua de forma social e culturalmente adequada, pois se entende que a simples aquisição de sistemas linguísticos não é garantia de compreensão.
  • Os alunos devem compreender como atuar em contextos culturais distintos. Situações como cumprimentar o outro, responder ao ser convidado para um almoço/lanche/jantar, demonstrar afetividade/proximidade/respeito ao falar com alguém, perguntar sobre aspectos da vida pessoal do interlocutor, entre outras, variam de forma de país para país (e até mesmo de uma região para outra de um mesmo país). Assim, necessitam de atenção por parte do docente, o qual deve mediar o conhecimento cultural dos alunos. Para que o discente se sinta integrado ao longo do processo de ensino-aprendizagem, se recomenda apresentar contextos reais em que ocorre a produção das estruturas linguísticas a serem estudadas. É imprescindível o conhecimento cultural para que haja uma comunicação efetiva, para que o aluno saiba como atuar em determinadas situações. Há, então, a necessidade de intercâmbio de informações, sejam elas acerca das tradições, costumes, ou comportamentos nos países onde a LE é falada.
  • É comum uma abordagem de aspectos culturais como contexto para apresentação da língua-alvo, através de textos escritos ou orais, atividades de leitura ou escuta, momentos gramaticais ou conversação. Também, uma apresentação do conteúdo cultural como curiosidades acerca do país do falante nativo, em especial Inglaterra e Estados Unidos. Entretanto, a abordagem de aspectos culturais em sala de aula não implica uma mera transmissão de "curiosidades" acerca da cultura de falantes da LI: implica adotar uma perspectiva intercultural através de diálogos e da promoção de integração, compreensão e aceitação da diversidade. Isso permite ao educando encontrar-se com a cultura do outro sem deixar de lado a sua, ao incentivar o respeito a outras culturas, a superação de preconceitos culturais e do etnocentrismo.
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