A Petrobras vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em
4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir desta quinta-feira (19). A
informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da estatal
nesta quarta.
O repasse ou não do aumento para os consumidores finais fica a
critério das distribuidoras e postos.
O reajuste vem após a disparada nos preços do barril do petróleo
no mercado internacional na segunda-feira (16), em
consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia
Saudita no fim de semana. O incidente baixou pela metade a
produção do maior exportador da commodity do mundo.
Na segunda-feira, a estatal afirmou que manteria o preço dos
combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem.
Após a disparada, os preços da commodity vem caindo desde
terça-feira, compensando parte do aumento, depois que a Arábia
Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua
produção e que uma retomada por completo será rápida. De
sexta-feira até agora, o barril do Brent – referência internacional
– acumulou alta de 5,6%, fechando nesta quarta-feira a US$
63,60 por barril, segundo a agência Reuters.
POLÍTICA DE PREÇOS
A política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as
cotações internacionais, além de outras variáveis. O presidente
do Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis
(Abicom), Sérgio Araújo, disse que os reajustes desta quarta dão
claro sinal de que a empresa está caminhando para praticar
preços alinhados com o mercado internacional. "Aguardar a
estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era
necessário."
O chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone,
Thadeu Silva, aponta que a Petrobras está "seguindo as
condições de mercado". "O ajuste que ela fez (no diesel) está
muito próximo do que reflete a paridade de importação no
mercado internacional agora. Então está equalizando as
condições de mercado", disse à Reuters.
Adaptado. Disponível em: https://glo.bo/2mhuXo7
Com base no texto 'Petrobras', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto afirma que, para Sérgio Araújo, presidente da Abicom, a
estratégia da Petrobrás de reduzir o preço dos combustíveis está
intimamente alinhada com as atuais políticas federais de
desoneração da folha de pagamento e redução dos gastos
públicos.
II. A partir das informações presentes no texto, o leitor pode
perceber que, apesar da Petrobras ter comunicado que manteria o
preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se
acomodassem, dois dias depois, a estatal anunciou um aumento
no preço médio do diesel e da gasolina nas refinarias.
III. No texto, o autor expressa sua opinião sobre as causas
possíveis do aumento do preço dos combustíveis nos postos e, ao
final, opina pela criação de uma política de regulação estatal sobre
o preço dos combustíveis, a fim de reduzir a inflação.
IV. De acordo com o texto, as estratégias de armazenamento de
petróleo recentemente adotadas pela Arábia Saudita afetaram
positivamente os preços dos combustíveis no Brasil, forçando a
Petrobras a reduzir o custo do barril do Brent no mercado
internacional.
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