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#2918892
Texto da Questão:

NORMA LINGUÍSTICA, HIBRIDISMO e TRADUÇÃO


[...] Por ser um construto sociocultural e nunca uma variedade linguística real, a norma-padrão da língua é reconhecida pelos falantes, mas nunca totalmente conhecida por eles. O caráter eminentemente anacrônico do padrão – no nosso caso, elaborado com base nos usos de escritores portugueses do Romantismo (século XIX) – faz que ele seja antes de mais nada contraintuitivo, isto é, refratário à intuição linguística do falante nativo, pleno conhecedor da gramática de sua língua, gramática intrinsecamente diferente das regras prescritas no padrão. Essas regras prescrevem, sempre, como únicas formas “corretas”, precisamente os usos menos comuns, menos habituais, menos normais. O exemplo “eu conheço ele muito bem” comprova isso: enquanto a gramática normativa só aceita os pronomes oblíquos o/a/os/as para a retomada de objeto direto, a realidade dos usos comprova que esses clíticos são de uso raríssimo, enquanto os pronomes ele/ela/eles/elas e a anáfora-zero (quando os pronomes podem ser inferidos pragmaticamente) são, de fato, as estratégias anafóricas privilegiadas por todos os brasileiros. [...]


(Adaptado de: BAGNO, M. Norma linguística, hibridismo & tradução. Disponível em: periodicos.unb.br/index.php/traduzires/article/download/6 652/5368)

Com base no texto 'NORMA LINGUÍSTICA, HIBRIDISMO e TRADUÇÃO', marque a opção CORRETA

  • O texto afirma que a norma-padrão é totalmente conhecida pelos falantes da língua portuguesa.
  • O texto mostra que o padrão estabelecido pela gramática possui um caráter hodierno, inspirado nos usos reais da língua nos mais variados contextos de interação humana.
  • De acordo com o texto, a norma-padrão é fruto de uma relação estabelecida apenas nas estruturas da mente humana.
  • De acordo com o texto, os falantes reconhecem a norma-padrão do idioma, mas ela nunca é completamente conhecida por eles. Além disso, as regras do padrão linguístico prescrevem, sempre, como únicas formas “corretas”, precisamente os usos menos comuns, menos habituais, menos normais.
  • Segundo o texto, a norma-padrão prescreve as formas “corretas” de uso da língua, que estão fundamentadas nos usos mais corriqueiros feitos pelos falantes atualmente.
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