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#2491919

Em “O efeito etnográfico”, Marilyn Strathern (2014) nos provoca a pensar modos de construir uma escrita que não encerre as potencialidades simbólicas e criativas dos interlocutores na pesquisa etnográfica. De tal modo, para que a construção dessa escrita-tradução faça jus às outras formas de conhecimento, o(a) antropólogo(a) deveria realizar o movimento de olhar, simultaneamente, suas próprias categorias analíticas, pois é por meio delas que se orienta tanto o trabalho de campo quanto a análise final do seu trabalho. Nesse sentido, a autora propõe uma expansão das metáforas analíticas do(a) etnógrafo(a) e, após adquirida essa extensão de categorias, que se faça o movimento de alternância entre suas perspectivas e as de seus interlocutores, naquilo que a autora denomina “momento etnográfico”. De acordo com a perspectiva da autora, esse movimento de alternância, durante o trabalho de campo e na escrita etnográfica, denomina-se como:

  • Cooperação.
  • Dinamismo.
  • Holismo.
  • Ilusionismo.
  • Reflexividade.
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