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#2867201

    A expressão gênero começou a ser utilizada justamente para marcar que as diferenças entre homens e mulheres não são apenas de ordem física, biológica. Como não existe natureza humana fora da cultura, a diferença sexual anatômica não pode mais ser pensada isolada do “caldo de cultura” no qual sempre está imersa. Ou seja, falar de relações de gênero é falar das características atribuídas a cada sexo pela sociedade e sua cultura. A diferença biológica é apenas o ponto de partida para a construção social do que é ser homem ou ser mulher. Sexo é atributo biológico, enquanto gênero é uma construção social e histórica. A noção de gênero, portanto, aponta para a dimensão das relações sociais do feminino e do masculino. É importante enfatizar essa distinção de conceitos (biológico × cultural), porque, como não se trata de fenômeno puramente biológico, podemos constatar que ocorrem mudanças na definição do que é ser homem ou mulher ao longo da história e em diferentes regiões e culturas. Desse modo, se as relações homem × mulher são um fenômeno de ordem cultural, podem ser transformadas. E a educação desempenha importante papel nesse sentido. Y. Sayão e S. D. Bock. Relações de gênero. Internet: . Há evidências históricas de que a cultura humana esteve, sempre, desde seus primórdios, intimamente ligada à noção da distinção e da discriminação entre grupos sociais. Mais recentemente, pode-se observar, no processo histórico, marcante tendência à diferenciação e à crescente complexidade das sociedades. Nesse contexto e considerando o texto acima, assinale a opção correta.
Y. Sayão e S. D. Bock. Relações de gênero. Internet:<www.educarede.org.br>

  • O fato de as sociedades, desde a Antiguidade, apresentarem distintas formas de discriminação social e, até mesmo, distribuição desigual de bens faz que a pobreza seja mais bem aceita pelas sociedades contemporâneas.
  • A existência de grandes parcelas da população mundial à margem dos benefícios proporcionados pelo desenvolvimento econômico-industrial-tecnológico e sem acesso à quantidade de bens minimamente necessários a sua sobrevivência deve-se, essencialmente, à baixa capacidade técnica, intelectual e social dessas parcelas da população em criar condições para sua própria sobrevivência.
  • O desenvolvimento industrial e o advento da produção em massa, que colocam em circulação, na sociedade, quantidade de produtos nunca antes imaginada, facilitam a aceitação do estado de carência de certas parcelas da população, haja vista o fato de que toda a produção industrial do mundo não seria suficiente para manter toda a população do planeta Terra.
  • As críticas às desigualdades sociais devem-se, basicamente, ao fato de que o mundo ocidental — ao contrário do que ocorria com os povos da antiguidade, que aceitavam as diferenças sociais como irreconciliáveis — aprimorou a consciência de constituir uma humanidade, à qual pertencem todos os habitantes do planeta Terra.
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