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#3093794

“A denominada “epidemiologia social” se distingue de uma “epidemiologia tradicional” na medida em que procura investigar as determinações sociais do processo saúdedoença, não apenas considerando os aspectos sociais como simples variáveis a associar com estabelecidos desfechos. Ao contrário, a distinção ocorre no plano teórico, ao buscar reconhecer as determinações sociais que podem explicar o processo saúde-doença (BARATA, 2005; KRIEGER, 2001). Dentro dessa perspectiva, poder-se-ia compreender, por exemplo, as expressões biológicas da desigualdade social, às quais se referem a como as pessoas incorporam e expressam, biologicamente, experiências de desigualdade socioeconômica, desde antes do nascimento até a morte; ou as discriminações, entendidas como o processo pelo qual um indivíduo ou grupo social é tratado de forma diferente e injusta, e que reproduzem padrões de dominação e opressão como expressões de poder e privilégio. (KRIEGER, 2001)”

(Palma, Alexandre; de Paiva, Giovana Barbosa; Araújo, Mariane Ferreira dos Santos. Vidas precárias, Saúde e Educação Física: reflexões sobre a determinação social da atividade física. In: Educação física, soberania popular, ciência e vida / Rosa Malena de Araújo Carvalho, Alexandre Palma, André dos Santos Souza Cavalcanti (organizadores). Niterói: Intertexto, 2022.)

Com base em estudos que consideram a epidemiologia social na interpretação dos seus resultados, é correto afirmar:

  • Um primeiro aspecto relevante diz respeito às diferenças de gênero, de forma que os homens fazem menos atividades físicas domésticas e no lazer quando comparados às mulheres. Por outro lado, estão mais envolvidos com as atividades físicas de deslocamento.
  • Quando analisado o aspecto cor da pele encontrou-se que as pessoas brancas e pardas realizam mais atividades físicas no lazer e no trabalho. As pessoas pretas realizam menos atividades físicas no lazer e no trabalho em relação às pessoas brancas e pardas.
  • O nível educacional e a renda seguem semelhante condição: pessoas com os menores níveis educacionais e menor renda realizam menos atividades físicas no lazer, no trabalho doméstico e no deslocamento.
  • Identificou-se que as categorias sociais mais privilegiadas (pessoas de maior nível de escolaridade, maior ganho financeiro familiar per capita, sem “necessidades básicas insatisfeitas” e do sexo masculino) realizam mais as atividades físicas destinadas à melhoria da aptidão física ou prática esportiva.
  • As pessoas com menores níveis educacionais, menores níveis de renda familiar per capita, caracterizadas no grupo com “necessidades básicas insatisfeitas” e do sexo feminino realizam mais atividades físicas no trabalho doméstico e relacionadas à prática esportiva e menos no deslocamento.
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