Escritor e jornalista, autor de “A Vida Futura” e
“Viva a Língua Brasileira”.
[...]
Talvez por culpa de velhas cartilhas escolares
cheias de bolor, muita gente acha que usar metáfora
e metonímia é chamar as coisas por nomes
deslocados, “poéticos”. [...]
Ocorre que não é só isso. [...]
No clássico “Metáforas da Vida Cotidiana” (Educ),
de 1980, os linguistas George Lakoff e Mark Johnson
defendem a tese de que a metáfora transborda da
linguagem para moldar nossos pensamentos e
condutas sociais. [...]
O primeiro exemplo que Lakoff e Johnson
fornecem de conceito de base metafórica tem
relevância especial em nossos tempos de redes
sociais: “Debate é guerra”. Isso se evidenciaria em
frases como “Ele atacou os pontos fracos da minha
argumentação” e “O que você diz é indefensável”,
entre outras igualmente bélicas.
Acreditando que debate é guerra, ao entrar nele
nos comportamos como guerreiros. A metáfora
costuma vencer. Em geral, o melhor que podemos
fazer é tomar consciência disso e negociar com ela
uma paz digna.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2024/04/metonimia-e-metafora-sao-a-forca-maispoderosa-em-acao-na-linguagem.shtml. Acesso em: 10 abr. 2024.
Sobre os atributos da redação oficial, assinale a
alternativa correta.
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