Uma mulher de 34 anos de idade, sem histórico
psiquiátrico nem de uso de substâncias, perdeu o marido há
18 meses em um trágico acidente de carro. Desde então, ela tem
enfrentado uma dor emocional intensa, marcada por raiva e
profunda tristeza. Sente que sua vida perdeu o sentido e vive
uma solidão exacerbada devido à perda. Relata que esses
sentimentos a acompanham constantemente e que, no último
mês, se tornaram ainda mais intensos. Percebe, ainda, uma
saudade profunda, que provoca uma dor no peito, e tem se
mostrado preocupada com as memórias frequentes e intrusivas do
seu falecido marido. Consequentemente, tem se isolado dos
amigos e da família, sentindo-se culpada. Além disso, seu
desempenho profissional tem sido significativamente afetado:
embora continue a comparecer ao trabalho, tem cometido muitos
erros e demonstrado falta de atenção em decorrência de seus
sintomas. Sua família expressa preocupação, pois acredita que ela
já deveria ter superado a situação.
Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item a
seguir.
O diagnóstico mais provável para o caso em apreço é o de
transtorno do luto prolongado: além de a mulher apresentar
todos os critérios diagnósticos minimamente necessários, o
fato de ter sido o seu marido a falecer e de a morte ter sido
decorrente de acidente de carro são fatores ambientais de alto
risco para essa condição.
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