Em 2007, Kessler e colaboradores publicaram, na revista
World
Psychiatry, os resultados epidemiológicos da
World Mental
Health Survey Initiative, da OMS, que estudou a prevalência de
transtornos mentais ao longo da vida, em dezessete países. Para
este estudo, equipes locais foram treinadas para realizar
entrevistas domiciliares utilizando a escala CIDI V. 3.0, que gera
tanto diagnósticos da CID-10 quanto do DSM-IV.
Destacamos parte dos resultados, referentes a sete países, na
seguinte tabela:
Ref. Kessler RC, et al.
Lifetime prevalence and age-of-onset distributions of mental
disorders in the World Health Organization's World Mental Health Survey Initiative.
World Psychiatry. 2007.
Há outros estudos epidemiológicos que estão em linha com os
presentes achados, em especial os transtornos ansiosos e
depressivos. Porém, estudos epidemiológicos revelam
prevalências equivalentes para transtornos como a esquizofrenia
e o transtorno bipolar do humor.
Para bem compreender este cenário, avalie se as seguintes
afirmativas são possíveis explicações.
I. Questões culturais com diferentes valores e modelos de
relações familiares e sociais poderiam ser importantes
determinantes para o sofrimento mental.
II. As diferenças genéticas entre raças diferentes determinariam
a predisposição a desenvolvimento de transtornos mentais ao
longo da vida.
III. A compreensão do sofrimento enquanto um transtorno
mental varia entre culturas, o que interferiria nos
diagnósticos produzidos.
Está correto apenas o que se apresenta em