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#2494186

Uma mulher de 28 anos vem a consulta queixando de dispneia e palpitações. Além disso, pede auxílio para emagrecer, pois refere ganho de peso nos últimos meses. Sua pressão arterial está medindo 139x88 mmHg, com frequência cardíaca de 97 bpm. Relata não gostar de ir ao médico, e sempre fica ansiosa quando está no consultório. Seu peso é 74 quilos e a altura 1,60 m. O restante de seu exame físico é normal. Ao ser questionada se houve algum acontecimento que pudesse estar relacionada ao ganho de peso, refere que desde o término de seu noivado, há seis meses, estaria muito triste, “descontando” na comida e doces. Relata histórico de transtorno depressivo quando tinha cerca de 15 anos, com tratamento medicamentoso e psicológico. Sua mãe tem diagnóstico de Depressão Maior, com dois episódios de tentativas de suicídio.

  • A prioridade é iniciar o tratamento de hipertensão, podendo ser utilizado um betabloquedor como atenolol, que além de controlar a PA vai reduzir a frequência cardíaca e as sensações de palpitações, que são a queixa da paciente.
  • Apesar de não haver relação hereditária no transtorno depressivo, é importante questionar sobre ideações suicidas na paciente.
  • Pode-se enumerar os problemas reconhecidos na anamnese, e oferecer à paciente a abordagem por prioridades, ela escolhendo uma prioridade e você escolhendo outra, salientando que ela vai ser atendida de modo longitudinal, não havendo necessidade de se resolver tudo numa só consulta. Nesse caso, a melhor opção é iniciar pela abordagem da saúde mental.
  • O mais provável é que a alteração de PA e a taquicardia estejam relacionadas a ansiedade. Assim, uma opção razoável seria iniciar um ansiolítico, como a fluoxetina, associado a um inibidor de apetite, como a sibutramina.
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