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#2873806

Em uma visita à casa de uma senhora que tinha sido diagnosticada como tendo uma psicose e que vivia com sua filha pequena Clara e sua irmã, esta última descreveu a sobrinha como uma criança ajuizada, sossegada, sensata e tranquila que permanecia na mesa, após as refeições e só se levantava quando lhe davam permissão. Uma criança perfeita, disse a tia, uma criança-modelo. Durante a visita a essa família, a mãe, com o olhar vago , fazia meneios com a cabeça, e Clara, sentada ao seu lado, demonstrava muita preocupação e uma atitude de grande vigilância. Do ponto de vista de Béguier (2004), quando se trabalha a parentalidade de pacientes com diagnóstico de psicose, qualquer que seja a modalidade de atendimento, a visão deve ser sempre a mesma. Assinale a alternativa CORRETA sobre tal abordagem.

  • Numa perspectiva de prevenção junto a crianças de pais doentes, trabalhar com o pai e/ou a mãe, para que sua criança seja encaminhada para uma família adotiva que possa, então, se ocupar dela de forma adequada, ou seja, que a criança possa ficar no seu lugar de criança.
  • Favorecer que o paciente descubra seu papel como pai ou mãe, expresse seus conflitos, construa sentidos e reflita sobre sua implicação diante de sua história com os pais e como filho desses pais. Ajudar o paciente a expressar suas dificuldades como pai ou mãe assim como os prazeres que pode vivenciar nessa experiência complexa.
  • Valorizar a hipermaturidade do bebê ou da criança, como se observa no caso de Clara e não considerar sua hipermaturidade como um problema.
  • Estimular a aproximação entre a criança e seu pai ou mãe.
  • Favorecer a elaboração de traumatismos vividos pela criança em decorrência da patologia do pai ou da mãe.
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