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#1818815

Segundo Simonetti (2004, p. 15), a Psicologia Hospitalar corresponde ao “campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento”. Ao apontar os aspectos psicológicos da doença como objeto da Psicologia hospitalar, Simonetti (2004) faz uma transposição da questão de possíveis causas psicológicas da doença para a subjetividade presente em toda e qualquer doença. Dessa forma, entende a doença em sua dimensão biopsicossocial, de forma interdependente e inter-relacionada, com toda complexidade que lhe é inerente. A partir desse ponto de vista, toda doença é psicossomática. Essa visão holística “oferece caminhos para uma prática na promoção de saúde mais voltada para o paciente – portanto, menos voltada para o sintoma ou para a doença” (RODRIGUES; FRANÇA, 2010, p. 115), para “tratar doentes, não doenças” (EKSTERMAN, 2010, p. 40). Com base nessas informações, marque a alternativa CORRETA.

  • No fazer da(o) psicóloga(o) hospitalar, não é necessário considerar as inter-relações existentes entre paciente, família, equipe e instituição de saúde, pois o cuidado pode ser descontextualizado.
  • Cuidar da subjetividade humana presente na doença pressupõe estar atento aos processos de subjetivação relacionados à morbidade e à letalidade da doença; estar atento aos comportamentos, pensamentos, sentimentos, desejos, sonhos, lembranças, crenças, discurso, entre tantos outros aspectos que formam a dinâmica psíquica de uma pessoa, independentemente se são causa, consequência ou forma de manutenção da doença. Trata-se de dar voz à subjetividade, restituindo-lhe o lugar de sujeito, isto é, de alguém que pode se implicar na vivência atual, seja ela a pessoa que está doente, seus familiares ou os profissionais de saúde responsáveis por seu cuidado.
  • É um grave erro a(o) psicóloga(o) direcionar esforços e sua atenção na ênfase à subjetividade do(a) paciente, pois isso possibilita ao sujeito a elaboração simbólica do adoecimento.
  • Durante o processo de adoecimento, a(o) psicóloga(o) hospitalar não participa dessa travessia como ouvinte privilegiado, pois sua filosofia não deve ser reposicionar o sujeito em relação à sua doença.
  • Não é papel da(o) psicóloga(o) ajudar o paciente frente ao adoecimento, auxiliando-o em seu processo de elaboração e ressignificação frente ao adoecimento.
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