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#2674985

No que se refere ao atendimento psicológico, quanto a demandas relacionadas a expressões e vivências de gênero e sexualidade, e considerando o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP, 2014) e a publicação Psicologia e diversidade sexual: desafios para uma sociedade de direitos (CFP, 2011), assinale a alternativa INCORRETA:

  • É o pensamento normativo e hegemônico de identidades de gênero polarizadas que leva a concepções patologizantes, segundo as quais o masculino se refere ao homem e o feminino se refere à mulher, sendo essa distinção determinada pelo dimorfismo dos corpos. Esta afirmação é coerente com o fato de que ao psicólogo é vedado praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem discriminação ou opressão.
  • A patologização da intersexualidade e da transexualidade está baseada na hegemonia de um saber/poder médico que, fundamentado por uma concepção determinista do dimorfismo sexual, visa promover supostos “gêneros saudáveis”. Esta afirmação é coerente com o fato de que ao psicólogo é vedado induzir a convicções de orientação sexual, quando do exercício de suas funções profissionais.
  • As características de gênero são construções sócioculturais que variam através da história e se referem aos papéis que a sociedade atribui a cada um do que considera “masculino” ou “feminino”, portanto, não há qualquer intervenção psicológica a ser feita quanto às vivências de gênero, tendo em vista tratar-se de uma questão apenas cultural. Esta afirmação é coerente com o fato de que o psicólogo deverá levar ao conhecimento das instâncias competentes o exercício ilegal ou irregular da profissão.
  • No mundo contemporâneo, existem muitas expressões de gênero, uma multiplicidade de femininos e masculinos, o que nos permite questionar a patologização da homossexualidade, concepção técnica que está de acordo com a Resolução CFP 001/1999. Esta afirmação é coerente com o fato de que é vedado ao psicólogo prestar serviços cujos procedimentos e técnicas não estejam regulamentados pela profissão.
  • A ausência de um pênis e um orifício vaginal seriam condições necessárias para determinar a identidade de gênero feminina e a coerência do gênero masculino estaria dada pela presença do pênis. Tal noção de humanidade, mediada pelo arbítrio médico, violenta o direito à identidade e ao reconhecimento social da diversidade. Esta afirmação é coerente com o fato de que o psicólogo deverá trabalhar apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
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