Um grande mito em relação às línguas é que, em
algum momento, teria havido línguas perfeitas. Sua tradução quase diária é que teria havido, para cada língua, uma época em que ela foi melhor, em que se falava mais corretamente. A forma mais comum deste mito
(ou mentira), no dia a dia, é a tese da decadência da
língua (das línguas). Os que defendem esta tese não
sabem (ou fingem não saber) que ela é brandida desde
sempre. Uma versão é o mito de Babel, mas a tese foi
repetida em Roma, Alexandria, na França, Inglaterra, é
repetida nos EUA e, claro, no Brasil. Curiosamente,
em cada época essa tese é defendida na língua da
época...
Sírio Possenti. In Língua Portuguesa. Ano 9, número 100, fevereiro de
2014. Página 24.
“Sua tradução quase diária é que teria havido, para
cada língua, uma época em que ela foi melhor, em
que se falava mais corretamente.” No período citado, o recurso que marca o questionamento da ideia
de que houve, em algum momento, uma “língua
perfeita” é o uso de:
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