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Qual deveria ser, então, o novo modelo para a História? Que perguntas deveríamos fazer ao nosso passado, ao nosso presente e ao nosso futuro? Qual poderá ser a tábua à qual possamos nos agarrar diante desse naufrágio dos vários modelos?
A resposta de François Hartog lança uma luz penetrante para reorganizarmos nossa maneira de estudar e de ensinar a História. Diz ele que precisamos nos basear em dois princípios:
1. edificar o próprio ponto de vista tão explicitamente quanto possível e
2. realizar sempre uma abordagem comparativa. Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o “edifício da História” como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício.
(Rafael Ruiz, Novas formas de abordar o ensino de História. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Segundo o artigo citado, ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa, entre outros pontos, ensinar a

  • ter uma percepção o mais abrangente possível da condição humana, nas mais diferentes culturas e diante dos mais variados problemas.
  • diferenciar a construção do conhecimento histórico baseado na documentação escrita daquela produzida a partir de relatos de memória.
  • ler o passado como a soma de experiências individuais e sem dependência de quaisquer circunstâncias objetivas do presente.
  • considerar a impossibilidade de qualquer representação real do passado por causa da subjetividade presente nos registros históricos.
  • dimensionar os limites do relativismo cultural e entender que a análise histórica de uma civilização precisa ser baseada na esfera econômica.
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