"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a
partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées
um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim,
da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial,
de grande intensidade de comunicação e grande capacidade
de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe
abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia
e a contextualização em suas mais diversas articulações. A
expressão eficaz para a tradução do programa científico de
uma exposição. "
ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”.
Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto
Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.
Para Cury, a “comunicação – e consequentemente a
exposição – como parte essencial do processo de
musealização deve ser construída a partir de
experimentações museográficas, sistematicamente avaliadas
e o resultado aplicado na dinâmica processual que consiste a
musealização, aqui entendida como ação permanente e
contínua que ocorre em um museu”. CURY, Marília Xavier. Exposição: concepção, montagem e avaliação. São
Paulo: Annablume, 2005. p. 28.