O cenário da fauna sul-americana era bem
diferente há dez mil anos. Os cerrados e o Pantanal eram
mais parecidos com a savana africana, com animais que
pesavam até 4 t. Na América do Sul, porém, esses
mamíferos imensos eram únicos, incluindo preguiças
terrestres, cavalos nativos, gliptodontes (parecidos com
tatus), gonfotérios (parentes dos elefantes), toxodontes
(semelhantes a hipopótamos) e tatus gigantescos. Hoje,
a cena é bem diferente: apenas o cervo-do-pantanal e a
anta pesam mais de 100 kg. Os enormes animais
(megafauna) do Pleistoceno certamente se alimentavam
de frutos. A comparação com animais de tamanho similar existentes hoje na África e na Ásia leva a crer que a
megafauna extinta foi muito importante na dispersão de
sementes em ambientes abertos sul-americanos. Se essa
megafauna desapareceu, como muitas das plantas cujas
sementes ela provavelmente dispersava conseguiram
sobreviver até os dias atuais?
Idem, ibidem, p. 83-4 (com adaptações).
Com relação à temática do texto acima, julgue os itens a seguir.
A vantagem adaptativa da dispersão é evitar a competição intra-específica por água e luz e diminuir a taxa de mortalidade intrapopulacional.